Chora coraçao Tom
Jobim / Vinicius de Moraes .
Tem
pena de mim
Ouve
só meus ais
Que
eu não posso mais
Tem
pena de mim
Quando o dia está bonito
Ainda a gente se distrai
Mas
que triste de repente
Quando o véu da noite cai
Aqui
dentro está tão frio
E
lá fora está também
Não
há tempo mais vazio
Do
que longe do meu bem
Cinema
Tom Jobim / Michael Franks
She nearly lost her faith she'd ever meet her mate
one day,
Though love was nearby, in fact, about to make its entrance
Later in the script, but in the meantime...
Behind her smile lived a loneliness
No Leonardo could hide
When hearts collide
Can they ever repair?
Love never lasted off-screen;
How could she fly without wings?
Losing each new leading man
To those unhappy endings.
Behind her tears ebbed an emptiness
Vast as an ocean, as blue,
But no one knew
Of the weather within.
Cinema aimed at the heart,
But none of the loves scenes were real:
Simply rehearsing a part
She'd forgotten how to feel.
Enter the one whom the author created especially for her;
The focus blurs
The composer writes strings.
Cinema straight from the heart,
Shot on location within,
We see the past fade to black;
We see happiness begin.
Corcovado
Tom
Jobim ....
Num cantinho um violão
Este
amor, uma canção
Prá
fazer feliz a quem se ama
Muita calma prá pensar
E
ter tempo prá sonhar
Da
janela vê-se o Corcovado
O
Redentor, que lindo!
Quero a vida sempre assim
Com
você perto de mim
Até
o apagar da velha chama
E
eu que era triste
Descrente deste mundo
Ao
encontrar você eu conheci
O
que é felicidade
Meu
amor.
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Correnteza
Jobim / Luiz Bonfá
A correnteza do rio vai levando aquela flor
O meu bem já está dormindo
Zombando do meu amor
Zombando do meu amor
Na barranceira do rio o ingá se debruçou
E a fruta que era madura
A correnteza levou
A correnteza levou
a correnteza levou, ah
E choveu uma semana e eu não vi o meu amor
O barro ficou marcado aonde a boiada passou
Depois da chuva passada céu azul se apresentou
Lá na beira da estrada vem vindo o meu amor
vem vindo o meu amor
vem vindo o meu amor
Ôu dandá, ôu dandá, ôu dandá, ôu dandá
E choveu uma semana e eu não vi o meu amor
O barro ficou marcado aonde a boiada passou
A correnteza do rio vai levando aquela flor
E eu adormeci sorrindo
Sonhando com nosso amor
Sonhando com nosso amor
Sonhando... Ôu dandá etc...
Demais
Tom Jobim / Aloysio de Oliveira
Todos acham que eu falo demais
E que eu ando bebendo demais
Que essa vida agitada
Não serve pra nada
Andar por aí
Bar em bar, bar em bar
Dizem até que ando rindo demais
E que eu conto anedotas demais
Que eu não largo o cigarro
E dirijo o meu carro
Correndo, chegando, no mesmo lugar
Ninguém sabe é que isso acontece porque
Vou passar toda a vida esquecendo você
E a razão por que vivo esses dias banais
É porque ando triste, ando triste demais
E é por isso que eu falo demais
É por isso que eu bebo demais
E a razão porque vivo essa vida
Agitada demais
É porque meu amor por você é imenso demais
Derradeira primavera
Tom Jobim / Vinicius de Moraes
Põe a mão na minha mão
Só nos resta uma canção
Vamos, volta, o mais é dor
Ouve só uma vez mais
A última vez, a última voz
A voz de um trovador
Fecha os olhos devagar
Vem e chora comigo
O tempo que o amor não nos deu
Toda a infinita espera
O que não foi só teu e meu
Nessa derradeira primavera